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Da vida de Pi

Da vida de Pi... nilla. Uma espécie de director's cut, vá. Vivo de ler e escrever. De ler escritas, de escrever leituras, de debater termos e criar frases. Aqui escrevo da vidinha. Vidinha de Pi, é isso.

Da vida de Pi... nilla. Uma espécie de director's cut, vá. Vivo de ler e escrever. De ler escritas, de escrever leituras, de debater termos e criar frases. Aqui escrevo da vidinha. Vidinha de Pi, é isso.

Da vida de Pi

31
Mar14

Bê. 9 meses

Pi

 

Vamos lá deixar em post a Bê aos 9 meses, que uma pessoa acha que se lembra para sempre e depois dá por si e mistura os bebés quando eram bebés porque eles crescem e já têm não sei quantos anos, houve mais bebés e é tudo uma grande nuvem.

 

Reclamava da cama. Ria quando a mãe a foi buscar. Já não me estranha como há um ou dois meses, sorriu e deu-me os bracinhos para lhe pegar. 

 

Os vincos nos pulsos e pescoço. As bocas, o olho muito azul e redondo. O dedinho gorduchito no meu colar.

Esteve sentada a brincar. Continua a querer fazer mais do que consegue, abre e fecha as mãos quando quer alguma coisa que ainda não consegue. 

Lanchou iogurte. Muito bem lanchado. 

Dorme pouco, sorri muito. Está uma fofa.

26
Mar14

Vai ser assim

Pi
Histérica, vou estar histérica. Já estou ligeiramente.  Vai ser glitter e luz e cor e eu pelo-me por isso.  Hum? As músicas, pois. E a voz claro. Mas eu quero mesmo, gosto mesmo é da performance e da explosão de pinderiquices. Eu costumo apreciar uma mulher elegante e discreta "Ai, a Charlize Theron é que eu queria ser se pudesse escolher" e na verdade neste momento até tinha o Sean Penn de bónus. Mas não, foge-me o pé para os Versace e Cavalli e na hora de escolher quereria ser Beyoncé meets JLo, já sei como sou. Ah, o delirar sem nunca parar. É para isso que tenho um blog pois é. Vejo hoje finalmente Mrs Carter,  Queen B, diva Sasha Fierce, American Royalty herself, Beyoncé *saltinhos* Não sou tanto pelas baladas, prefiro as electrizantes e tough de que este último álbum está cheio, mas se leram até aqui ficarão com isto na cabeça: if I were a boy...

Xoxoxoo

Enviado de Samsung Mobile
26
Mar14

Do café

Pi
Passo muitas vezes a esta hora (ainda não são sete e meia) no café da estação.  São geralmente três pessoas a atender, quatro quando aparece a d. Maria que aqui entre nós que ajudar e organizar e parece-me, do longe do meu sono, que faz mais confusão que outra coisa.  Entre os dois homens e a incansável d. Helena a coisa vai andando, numa dança entre quem tira cafés e quem prepara sandes e croissants. Na caixa sempre o mesmo, ali não se roda. E bem, que seria mais confuso se assim não fosse. Dali, o sr Amílcar ainda consegue prestar auxílio a quem pede café, estamos-lhe ao alcance do braço. Enquanto isso desenrola o seu pequeno acto de piadas e partidas sobre não dar troco, estar certo e coisas assim. Por instantes, o tempo de tomar um café, alinhamos naquela troca de gracinhas, já as sabemos. O sr Amílcar diz as mesmas piadas sobre totais e demasias, o sr Pedro sorri um sorriso amarelo de quem as ouve várias vezes ao dia e confirma. Estou solidária com ambos. Todos concedemos. É inofensivo e demasiado cedo.  Depois saio e não me lembro mais. 

Enviado de Samsung Mobile
18
Mar14

Os nervos matam-nas e elas a mim

Pi
Dei por eles nas escadas para o metro. Pelo tom dramático e exasperado.  - Lucas, levas uma palmada. Desce as escadas como deve ser. E o Lucas saltitava. - Pára com isso, Lucas... - a mão a passar pela cara, quase no cabelo mas sem tocar nos óculos escuros estrategicamente lá metidos. O tom de "não me faças isto, o mundo vai sofrer se fizeres." - Queres a palmada? E os sábios 3 anos respondiam um óbvio "não". - Então pára com isso saxavor, deve as escadas como deve ser, Lucas. Claramente já era o vencer para não ceder, e isso eu posso perceber. As "camadinhas de nervos" não. O Lucas acatou, e foi até à estação direitinho. Mas antes de chegar à gare... Mais uns degraus, mesmo a pedir saltitos. A neurótica da mãe bufou, e como se a tivesse guardada na carteira, voltou à carga "queres a palmada?". Para no fim o deixar saltar apenas os dois últimos. Ela acha que foi um diplomático meio-termo, o Lucas sabe que ganhou. Não os perdi de vista, o drama continuou mesmo com o Lucas sentado e quieto. - Senta-te bem, Lucas. Não me canses,  Lucas. Eu estou cansada, Lucas. Não sabes a coisas que eu já fiz hoje. Pelo meio aquela pausa de onde não se sabe se vão sair um grito, uma bofetada ou mais uma súplica. - senta-te bem, Lucas...

Nota: durante o último processo descrito, o acusado manteve-se sossegado e não se ouviu. Pensar, parar para pensar foi a única coisa que a mãe não fez hoje, suspeito.

Enviado de Samsung Mobile
08
Mar14

Era uma vez

Pi
Marta queria ir a Florença numa próxima viagem.  Marta de momento não podia pensar em viagens.  Marta viu em casa dos pais um livro de Miguel Ângelo e achou boa ideia folheá-lo. Marta deprimiu. Fim. 

Enviado de Samsung Mobile
07
Mar14

Ainda sobre o chutar para canto

Pi
Isto (vide fim do post anterior, depois linko) é aliás muito, já não sei se português se do ser humano, mas não me é nada estranho este comportamento salve-se quem puder por desconhecimento e não querer saber mais do que se é obrigado ou que a tarefa principal.  Neste ano e meio desempregada tenho concluído (se estivesse a trabalhar mais depressa o teria feito) que onde trabalhei havia muita coisa errada no que toca às pessoas e consideração pelas mesmas, mas uma coisa é certa, na minha equipa (e mesmo área) não era alimentado este espírito "a culpa não é minha, eu nem tinha de fazer isto". Pelo contrário, tentava-se resolver ou encaminhar para quem de direito de não houvesse outra hipótese.  Quando vejo esse tipo de atitude vejo como tudo é frágil, se vem de alguém que trabalha em serviços piora, parece-me tudo preso por cordeis. Um exemplo simples: o meu subsídio teve cinco meses de atraso porque alguém se enganou a introduzir uma data e antes de olharem com olhos de ver, me fizeram andar de um lado para o outro com telefonemas que eram a última coisa que eu queria e declarações inúteis. Tudo por causa dos "a culpa não foi nossa". Cinco meses, não tenho saudades da altura, garanto.  Eu sei, o Antigo Testamento deixou-nos esta coisa da culpa, e temos tendência a fugir dela porque a culpa faz dói-dói. Mas pessoas, é por isso que existe o Novo Testamento e o saber amar e perdoar o próximo e isso. Vou dizer: a Bíblia quando olhada e interpretada com distanciamento é um excelente (chega a ser divertido) manual de história das ideias, cultura e mentalidades. São pessoas e suas ideias e visões do mundo que ali estão, é seguro lê-la, sem temor.  Assumir culpa (vá, se preferirem responsabilidade) é virtude, não defeito. Mais que culpas, assumir e ainda - aqui só para nível avançado, baby steps - ter a iniciativa de corrigir um erro, correr atrás do prejuízo, é quase garantir um lugar no céu. E não devia, devia ser o comportamento social mais normal do mundo.  Chutar para canto não serve de nada. E por acaso a expressão é infeliz porque cantos ainda podem dar golos, diria que o que se faz por aí é mais varrer para baixo do tapete. Fica tudo por resolver e ninguém soube. 

Enviado de Samsung Mobile
07
Mar14

Correios com todos

Pi
Isto devia ser uma luisice mas veremos como sai. Todos estamos a par de estações de correios despromovidas e embutidas na tabacarias do bairro. No meu aconteceu também e sucede que está semana tive de ir atrás de encomenda cujo aviso nunca me chegou. Informámo-nos e já estava há uns dias nos correios da senhora que também gere a mercearia - sinto-me numa animação da bbc daquelas em que todos têm cabelo feito em lã, tipo carteiro Pat/Paulo. Já estava? Deveria ter estado porque contactando "a minha colega da manhã, que eu só estou nas folhas dela" num espectacular sacudir a água do capote que continuou quase até ao eu nem tenho nada a ver com isto, passando pelo "se for mesmo aos correios", ou "pois, é que a terça feira contou para os seis dias". As senhoras fizeram o que tinham a fazer, não é por aí. E eu nunca tive grandes experiências com o atendimento nos correios, também não é nisso que sinto diferença. É no intermitente, no periclitante, no pode ser ou não resolvido que se embrulha num "nós nem devíamos estar a fazer isso" para levar. Duas palavras me-do.

Enviado de Samsung Mobile
03
Mar14

Carta a Matthew McConaughey

Pi

 

 

Se a Fátima Pinheiro escolheu escrever ao Miguel Relvas, eu escolho escrever ao Matthew McConaughey. São gostos, e eu já escrevo o nome dele sem me enganar nem googlar há muito tempo.  

 

Matthew,

 

não te vou falar em óscares, em sida, em discursos ou Hollywood.

Vou pedir, implorar: recupera, filho, recupera o teu peso normal e fabuloso. Espero por isso há dois anos e nunca mais é dia.

Recupera a forma o actor que me fez voltar a amar o Texas. 

Time to Kill. Performance, forma e tom de pele, camisa branca espectacular.

Comédias romanticas em geral e mesmo Sahara: contraste cabelo/bronze, o eterno playboy brilhante.

 

Sem mais riscados confesso já aqui que vi o Magic Mike por tua causa. Assumo tudo. Magic Mike és só tu e mais ninguém. Juro que não me lembro de mais nada. Prometo muito. Estavas tão em forma.

Vi o Paperboy - o Paperboy, lê-me bem com atenção - e antes de morrer de medo procurei defender-te e adorar-te mais um bocadinho. 

E agora, agora toda a gente acha que és o magrinho do filminho da sidinha. E és, e és. Mas já chega. Pior, leio que eras o actor tralala e passaste a ser levado a sério por perder peso e fazer o Buyers Club. Bof, deixá-los, sabem lá o que dizem.

 

Faz assim: recuperas, apanhas sol, cabelo mais loiro, pele mais rancho-e-cavalo-a-galope e voltas.

Só nunca percas o teu alright alright alright, fico assim ❤_❤ 

 

 

Era só isto. 

Sempre tua, 

Pi

 

 

02
Mar14

Hoje, no cinema. Fila de trás

Pi

Jackpot: marido-explica-barra-ensina-esposa-aproveitando-para-se-exibir-para-as-filas-adjacentes com tiradas do tipo "sabes quem é este actor? é o séme xhépáre" (sic) e ao lado senhora-tenta-manter-marido-acordado-e-interessado-com-espantos-e-observações do género "queres ver que o senhor se foi embora? oh." 

Ao intervalo falavam dos personagens com designações básicas e singelas como "o filho da gorda", "a velha", "a outra maluca". Merecem nada, nada. 

02
Mar14

it's a wonderful night for oscar

Pi

oscar oscar who will win?? Remember Billy Crystal? Era sempre assim começava. aaawe...

É noite de oscares e eu vejo oscares desde que me lembro. Durante anos via o compacto e lamentava que não transmitissem em directo. Depois, quando começou a ser transmitida a cerimónia integral vi quase sempre durante a noite. Agora varia conforme tenha de me levantar cedo. Mas o importante não é isso. Vamos por tópicos. 

Gosto de ver os vestidos? Sim. Nos dias a seguir devoro Peoples e Holas e quejandos até memorizar os de que mais gostei, cores, cortes, acessórios para mais tarde recordar "lembras-te daquele que ela levou no ano do filme tal? Espectacular". 

Gosto de ver os nomeados chegar, sentados, aplaudir? Gosto. Na altura em que saem os nomeados penso logo quem vou ver, que lindos são o candidatos a melhor actor e vai ser tão bom. 

Gosto de ver quem está além de nomeados? Muito. Os sempre presentes, os que nunca lá vi, os que nem sei. 

Gosto de apresentadores e privates? Muito. São muito o que faz a cerimónia.

Gosto das homenagens e grande parte das vezes dos números musicais? São regra geral o melhor da cerimónia. 

E é muito isto. Tem a importância que tem, não acredito na Academia como no sol para viver, mas gosto sempre de ver. E vou sempre gostar. 

 

Este ano vi alguns dos nomeados e sem medos digo que o meu preferido (eu não sei o que vai ele ganhar, até pode não ganhar nada, mas foi o de que mais gostei) foi o Lobo de Wall Street. Por tudo, porque Martin Scorsese me percebe ou eu o percebo a ele, porque o filme é electrizante e os desempenhos bestiais, porque finais de 80 continua é uma época perfeita em filmes e series, porque ninguém trabalha com multidões como ele, ou nada disto e ele é só genial no que faz e eu uma fiel seguidora que aplaude todos os seus filmes. 

Não vi o Blue Jasmine e acredito que Cate Blanchett mereça o oscar, merece sempre. Tal como a Judi Dench e a Meryl Streep. Merecem por existirem, e este no merecem mais uma vez pelos seus desempenhos. Vi hoje o quente Agosto e Meryl Streep está só perfeita, sem surpresa. 

Aborrece-me um bocadinho que a Jennifer Lawrence ganhe um segundo oscar, primeiro porque o American Hustle ficou um bocadinho aquem das expectativas que criei, e depois porque ninguém liga aos oscares mas ela ficaria (ficará) como uma das mais novas actrizes a já ter dois, e ninguém se esqueceria disso tão cedo. E não acho que esteja ao nível de outros monstros, lamento. Por mim ficava para a Lupita e não se fala mais nisso. 

 

Amanhã - sim, não vou ficar a ver hoje - verei tudo com a devida atenção, arrepios e lagriminhas ao canto do olho (Tony Sopr... James Gandolfini no in memoriam chuif chuif) 

 

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