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Da vida de Pi

Da vida de Pi... nilla. Uma espécie de director's cut, vá. Vivo de ler e escrever. De ler escritas, de escrever leituras, de debater termos e criar frases. Aqui escrevo da vidinha. Vidinha de Pi, é isso.

Da vida de Pi... nilla. Uma espécie de director's cut, vá. Vivo de ler e escrever. De ler escritas, de escrever leituras, de debater termos e criar frases. Aqui escrevo da vidinha. Vidinha de Pi, é isso.

Da vida de Pi

30
Nov17

É tanto tempo que nem dá pra pensar

Pi

O meu primeiro concerto foi dos Xutos. Em julho de 88, perante uma paixão assolapada que tinha começado um ano antes sensivelmente, com "Contentores", e já ía em "Doçuras", a minha mãe comprou dois bilhetes para irmos ver Zé Pedro e cia ao pavilhão "Os Belenenses".

Em 88 eu tinha 11 anos. Senti perfeitamente que era uma criança ali no meio, mas era uma criança que estava num concerto de Rock, daqueles mesmo mesmo a sério. A certa altura, no meio daquele desfile de músicas que eu sabia de cor, o Zé Pedro passa para a frente, e canta "Submissão". O meu coração nem aguentava tanta emoção (na altura nem quis saber do timbre): além de tudo o resto, ele cantava! Aquele "olhó Zé Pedro" do Kalu, no final, ficou para sempre na minha memória.

Guardei durante muito tempo uma entrevista, julgo que no Expresso, onde estava a minha fotografia preferida (pelo menos lembro-me dela assim) do Zé Pedro. Uma outra vez, estava a estudar Matemática e os conjuntos, e o Zé Pedro apareceu na tv, numa campanha do Pirilampo Mágico. Nunca o Pirilampo me pareceu tão rockeiro e cool. 

Depois fui crescendo, e como para muita gente, os Xutos ainda eram os Xutos, mesmo que não os fosse ver a todo o lado. Admito que me desiludi um pouco na fase "cervejola para ver a bola", mas fiz as pazes pouco depois, o que estava para trás era maior, bem maior. 

 

Não era preciso falar muito nele, ou incluí-lo em listas de preferências: o Zé Pedro estava ali, era para sempre.

E será.

13
Nov17

A Rússia é o molar que perdi (phantom limb)

Pi

A qualificação estava por um fio. Eu com um dente por tirar. 

Marquei consulta, mentalizada para ficar sem ele. O dente. 

"Vem preparada para fazer a extracção hoje?" Venho pois, como estou preparada para Chiellini ceifar um ou dois vikings se preciso for. 

"Sim sim." Não estou é preparada para o Buffon não ir ao último Mundial. 

"Já percebi que sim, não quer ficar com ele assim." Pois, estou aqui mais preocupada com o Ventura não meter o Insigne hoje. 

O meu dente saiu, já não maça, está resolvido. O resto estava em Milão, não dependia de mim ou de um alicate. O Ventura não meteu mesmo o Insigne, o Jorginho teve muita vontade mas não chegou, e o Bonnuci arrancar a máscara só deu mesmo boas imagens. 

Nunca vi um mundial sem a Itália. Pelo menos desde o de 90 que sigo a Azzurra em cada fase final, e desta vez não vai haver fratelli d'italia. 

Tenham um bom mundial, sem as melhores fotos do costume, sem o cinismo que gostam tanto de desdenhar, sem o De Rossi, sem o Immobile, sem o Buffon. SEM O INSIGNE! 

Estou desolada. O meu molar é como a ida da Itália ao mundial: estava aqui, já não está. 

Neste momento, dói-me mais a Rússia que a boca.

04
Nov17

The Walking Dead. Decidi-me

Pi

Verdade verdadinha, foi pelo Negan que me decidi a ver The Walking Dead. Mas para chegar à temporada dele, teria de passar por todas as anteriores, isso não era negociável (ainda que fosse um negócio só meu, de mim para mim).

Fiz um intervalo no entusiasmo com séries novas, e essa costuma ser a melhor fase para pegar nestas que deixei passar. Como não fixei spoilers que possa ter visto em tempos, avancei.

É o que esperava, percebo que a aventura, o saber o que acontece a seguir seja o principal isco. Mas tive esperança que me surpreendesse mais - ainda vou na terceira temporada -, admito. O lado da condição humana, a ser explorado, tem muito potencial, podia ser quase Saramago e a pouca-quase-nenhuma fé na espécie humana. Não sei que me espera, pelas reacções que vou vendo pouco mais, mas vou continuar.

Gosto de finalmente conhecer nomes que tinha lido ou ouvido, associar-lhes cara e persona. Até tenho medo de referir nomes e aparecerem-me spoilers por todo o lado. Farei um esforço por agora. 

Não é desafiante, não é uma série que me deixe a pensar que há mais para saber, que me faça ir saber tudo, ouvir podcasts e ler reviews a correr. Percebo que prenda, mas não é pelo intelecto decididamente. 

Também é possível e quase irresístivel fazer o paralelismo com o mundo como o vemos actualmente. Não sei, para mim tem sido. Nada muito exaustivo ou fundamentado. Mas tudo o que é decadente cheira a fim de mundo. Em Walking Dead só é mais simples resolver o problema dos zombies.

Mas fica na cabeça. Um dia destes no supermercado, as pessoas moviam-se tão devagar que tive a sensação de ver walkers a avaliar um alho francês, ou a escolher iogurtes. 

Negan. Lá chegarei.  

 

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