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Da vida de Pi

Da vida de Pi... nilla. Uma espécie de director's cut, vá. Vivo de ler e escrever. De ler escritas, de escrever leituras, de debater termos e criar frases. Aqui escrevo da vidinha. Vidinha de Pi, é isso.

Da vida de Pi... nilla. Uma espécie de director's cut, vá. Vivo de ler e escrever. De ler escritas, de escrever leituras, de debater termos e criar frases. Aqui escrevo da vidinha. Vidinha de Pi, é isso.

Da vida de Pi

30
Dez14

Pessoalmente preferia unicórnios

Pi
Uma pessoa ouve falar delas mas nem acredita que existam de facto. E mesmo vendo uma, com o tempo parece que não podia ser tão mau e acabo por me esquecer. Pois ontem voltei a ver uma dessas pessoas que conciliam a pouca inteligência com toda a pose do mundo. Aquelas que julgam que a dita pose ou o suposto status lhes permitem monopolizar toda uma loja o tempo que lhes apetecer.  Foi numa loja de artigos para festas de fim de ano. Quando entrei já ela lá passarinhava. Dei por ela ao ouvir: - Mas...  E roupas, não tem nada?  Duas das paredes loja estavam forradas de farinhas e fatiotas. Sim, também me passou pela cabeça que não houvesse o que ela queria, mas isso... Era se aquela alma tivesse uma ideia do que pretendia, e isso não se verificou. Uma das senhoras da loja olhava para os fatos e perguntava: - Roupas como... ?  - Roupas, das vossas! Não tem nada?  Passou-se o mesmo com chapéus, bigodes, confetti, suspensórios, e em que cores seria melhor tudo isto. Tinham tudo, para ela não tinham nada.  Fui percebendo que era para uma festa num restaurante, bar, qualquer coisa do género, porque falou em clientes e gabou ter conseguido arruinar a concorrência.  Portanto, esta alma, de carteira Versace no antebraço (alguma inveja aqui), bem vestida para o sol da hora de almoço de Lisboa, bem penteada e maquilhada, que aparentemente é responsável por um espaço público que até organiza festas, a 29 de Dezembro não sabia o que queria daquela que era a loja ideal para o sucesso. Mas depressa se percebeu que não era a primeira vez.  Depois tomou de assalto o balcão, mais próximo da entrada, para "não ficar sem Internet e poder mostrar o que quero", o que resultava em cada vez que lhe diziam "quer ver estas?“ respondia sabia" não posso ir aí por causa da Internet". Do balcão dominava pelo menos duas das pessoas da loja. Eram três, e estávamos várias pessoas à espera de ajuda ou de pagar.  Ainda apareceu o que me pareceu ser o dono da loja a tentar dar andamento à coisa, cheio de paciência, "mandamos vir e está tudo cá amanhã, já fizemos isso, lembra-se?" e ela que sim, mas tinha medo, e seria melhor suspensórios ou cintos? E para os clientes, o que havia para depois dar aos clientes? Também tinha de mandar vir? E aquela coisa para disparar confetti? Já só tem esta? E aquela coisa das fotografias? E serpentinas? (disclaimer: Nada foi referido pelo respectivo nome, era tudo "isso" ou "esta coisa" de dedo apontado). Que chatice, já não havia nada. A 29 de Dezembro.  Quando paguei já havia olhos revirados à socapa. Existem mesmo, as pessoas bem vestidas e maçadoras na mesma medida.  Pobre baúzinho Versace, eu não te faria passar por isso, juro. 

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