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Da vida de Pi

Da vida de Pi... nilla. Uma espécie de director's cut, vá. Vivo de ler e escrever. De ler escritas, de escrever leituras, de debater termos e criar frases. Aqui escrevo da vidinha. Vidinha de Pi, é isso.

Da vida de Pi... nilla. Uma espécie de director's cut, vá. Vivo de ler e escrever. De ler escritas, de escrever leituras, de debater termos e criar frases. Aqui escrevo da vidinha. Vidinha de Pi, é isso.

Da vida de Pi

03
Jun13

Boss. Um ano hoje

Pi

Há um ano estava pela Bela Vista, nas ultimas horas de 19 anos à espera de ver o Boss. Não estive no concerto de Alvalade e desde aí o queria ver. Sempre gostei, não sou muito de modas nem teorias na musica: gosto do que gosto, só assim. E gosto muito - toda a vida - do Boss. Estava numa nervoseira, sem saber bem o que esperar, 19 anos de expectativas podem muito facilmente sair furados. Cheguei a pensar, numa camada densa de nervoso miudinho "ninguem fala dos concertos dele, como é que uma pessoa se documenta?", mas também não leio tudo o que se escreve sobre musica. E com tudo quero dizer quase nada.

Há um ano cheguei a casa, dormi uma hora, e fui trabalhar com 4 horas de Rock in Rio e mais quase 3 de Bruce Springsteen em cima, o twist and shout ainda a ecoar-me na cabeça.

 

Abre parentesis para twist and shout. O twist and shout é já de si épico. John Lennon berrou-o divinamente, no Ferris Bueller's day off sempre foi o meu momento favorito, e agora ouvi-lo pelo Boss em loop até que um de nós, público, ou ele, decidisse parar (e isso ainda levou um bocado), foi the cherry on top.

 

Há um ano já as coisas no trabalho estavam tremidas, tinha dito um não redondo em defesa dos meus que me custou caro no fim do mês. Lembro-me de andar inquieta, dormir mal na altura, preocupada com isso, mas nesse dia nada me custar. Fui trabalhar com aquele jackpot na mente e pouco me importava o resto. Felizmente tenho esta boa memória (e outras) de 2012.

Acima de tudo, há um ano percebi bem por que é que o Boss é boss. Percebi o que quer dizer com a vida dele e da banda ser rock n' roll para as pessoas, são de uma dedicação e alegria com o publico que não sei porquê não me tinha passado pela cabeça. Não fixei as datas de todos os concertos a que fui, mas a deste dificilmente vou esquecer. Feliz um-ano-de-Boss a nós que lá estivemos!

Há um ano ouvi tudo o que queria: Dancing in the Dark, Glory Days e The River. Born to Run e Badlands. Eram as que queria ouvir e ainda recebi muitas mais. Gratidão foi o que senti para com o espectáculo que vi.

Guardei-o para mim, não escrevi nada na altura, quis não deixar fugir nada, guardar tudo só para mim. Hoje escrevo, tenho a desculpa de ter sido há um ano e as sensações (leia-se o histerismo, a excitação adolescente) e já não me lembrar bem de ter cantado, saltado, dançado, assobiado e gritado. Também me lembro só vagamente de nem acreditar no bom que estava a ser e não querer que acabasse mais. Ainda bem, quem quer memórias assim?

 

(❤ Bosszinho)

 

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