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Da vida de Pi

Da vida de Pi... nilla. Uma espécie de director's cut, vá. Vivo de ler e escrever. De ler escritas, de escrever leituras, de debater termos e criar frases. Aqui escrevo da vidinha. Vidinha de Pi, é isso.

Da vida de Pi

Da vida de Pi... nilla. Uma espécie de director's cut, vá. Vivo de ler e escrever. De ler escritas, de escrever leituras, de debater termos e criar frases. Aqui escrevo da vidinha. Vidinha de Pi, é isso.

Apelo da questão. Parem com isso

Pi, 28.05.13

Caras pessoas, parem de usar o verbo questionar em todo o lugar onde usariam o perguntar, por favor. 

"Estou-lhe a questionar" não existe, fere-me os ouvidos cada vez que o oiço. 

"Eu questionei o cliente" é mau, o cliente não vai gostar de ser posto em causa. Perguntar ao cliente não tem nada de mal, "perguntei-lhe" já está bom, não mexam mais. 

"Muita gente me questiona por que razão" já é só sobrecarga de palavras. 

 

Colocar uma questão é o limite. Tudo o resto é colocar em causa o objecto da mesma. Perguntem à vontade, mas perguntem, não questionem. 

Ficamos assim, perguntem mas não me questionem nisto. 

XOxOX 

Bernardo (bullied)

Pi, 24.05.13

O Bernardo não me é nada. Nada que o sangue defina, porque na verdade o Bernardo é-me muito. O Bernardo e o irmão são os meus meninos, my boys, os mais de todos e tudo. São os que acompanho há mais tempo e desde que nasceram, tive cada um ao colo com dias e de lá para cá somos os três amigos. 

O azar do Martim foi eu assistir ao seu número unido-a-um-irritamos-o-outro aplicado a Bernardo e irmão. Irmãos tanto brincam como se pegam, já sabemos, e o Bernardo e o irmão não são diferentes. O Martim é aquele terceiro elemento que adora ver os outros em guerra. Fez isso aos irmãos, à minha frente, juntava-se a um para irritarem o outro, e eu a vê-los naquela dança. Diplomaticamente lá repus ordem na coisa e fiquei atenta, tirei-lhe a pinta. Mas tudo isto é relativamente normal entre miúdos. Pior é a espiral em que isto entrou e o patrocínio dos pais, lá está, sempre presente. O Martim nunca se porta mal, é o máximo. É-lhe dada confiança como se tivesse quinze ou dezasseis anos e espera-se que ele perceba isso. Ora, o Martim tem 8... a culpa não é decididamente só dele. Mas adiante.

O Bernardo - e eu sou muuuuuito suspeita, assumo tudo - é um miúdo esperto, vivaço, inteligente e engraçado. São ingénuos com os seus 8 e 6 anos, ele e o irmão. Ficam a olhar para miudos como o Martim, sabichões e gabarolas, entre o maravilhados e o confusos. Depois tentam naturalmente seguir-lhes os passos, fazer como ele faz. Mas isso era antes, espero que este tempo tenha ficado para trás. 

Então o estaferminho do Martim, não vim eu agora a saber, andava com outro a atormentar o meu Bernardinho. Estapores.

Custa horrores saber isto, saber que ele andava com medo mas calava e aguentava as chapadinhas, o gozo. Saber que inclusivamente teve um grito de socorro na escola mas não foi propriamente atendido (sem comentários, esta parte). Felizmente está identificado e espera-se que a coisa pare. 

Os pais do Martim se souberem, tenho zero dúvidas, encontrarão uma justificação para comportamento do seu herói. 

Nunca um Martim chegará aos calcanhares do meu Bernardo, e ele até é mais pequeno. Mas jamais.

 

E se isto se tivesse passado com o irmão do Bernardo, já o Martim tinha levado duas dentadas e um empurrão para ver se acalmava.  Pena não ter sido com ele. 

Martim (o pequeno bully)

Pi, 24.05.13

O Martim não me é nada. Nada, vi-o umas duas ou três vezes a brincar com filhos de amigos. Mas deu para ver uma ou outra coisa de que gostei muito pouco. 

Cara de anjo, enormes olhos azuis, cabelo em caracois grandes e lindos. O Martim tem cara de boneco e comportamento de demóniozinho. Uma peste, e eu não me importo com pestes. Pior são as pestinhas camufladas, os sonsos. E o Martim é desses. Junta-se a um para irritar um terceiro e ri quando isso acontece. Se um adulto chega, fica com cara de santo. Um sonsinho portanto, nada mais. 

A culpa não é do Martim. Embora já tenha idade (8 anos) para se saber comportar, e até estivesse a tempo de ser corrigido nas palermices que faz aos outros, mas o patrocínio dos pais não vai nesse sentido. Vejamos. 

O Martim é o ídolo do pai e da mãe. Não falo de admirarem o miúdo, adorarem o rebento. Tudo isso é normalíssimo. O problema está quando os pais veneram e alteram a própria vida por causa do Martim (e não, o Martim não é filho único há uns 2 anos). O Martim manda, lá em casa... e na dos outros se o deixarem, manda nos jantares dos pais e amigos dos pais, nos almoços da escola (não nos da escola, mas se não lhe apetece o que há alguém o acudirá), nas saídas, nas viagens, nas férias, nas festas. O Martim está um fedelho mimado e os pais aplaudem e encobrem. Nem vêem, se é que isso é possível. Piora quando o Martim é tratado como crescido durante o dia (para os amigos da escola o Martim é o que "já" faz tudo, é o pioneiro nas coisas de crescido) e bebé à noite (e sobre isto não comentarei mais que isso não me diz respeito, mas fica o vinco feito). 

Na turma o Martim é o líder. Um péssimo líder, mas é-o. Há coisas normalíssimas entre miúdos, mas tudo junto, o Martim e os pais precisam de acordar para a vidinha e o resto é conversa. Há tristezas dos miúdos, desavenças entre todos, mas o Martim sai sempre ileso. E não quero com isto dizer que desejo mal ao crianço, mas gostava muito que um dia, um só dia ele sentisse o que faz aos outros. 


Segue post relacionado (pode conter algum desprezo)

 

Da vidinha suburbana

Pi, 16.05.13
Espero autocarro. Querem que lhe chame camioneta, mas isso é estar a um degrau da "carreira" e eu não saberia lidar com essa proximidade.
Não me importo de andar de transportes, nem outro remédio tenho grande parte do tempo, mas autocarro no subúrbio é coisa que só por ter de ser.
O meu transporte de eleição para o bem e para o mal, na saúde e na doença, até que um torniquete nos separe, é o metro. Se um destino tem metro perto nem hesito. Como em qualquer relação nem tudo são rosas e já escrevi sobre isso, importarei esses posts assim me lembre mais logo. Ou se calhar ficaram sempre em rascunho mental. Parte sim, certamente, que o tema metro não tem fim.
Mas dizia que espero autocarro que por aqui metro não há. Enquanto espero, tenho a cara a gelar. Em Maio. Quando chegar entro, pago a viagem (sim, não se pode chamar bilhete a tira/recibo que me dão) e vamos praticamente aos tombos até ao destino. A mãe de uma amiga uma vez comentou "as urbanas são violenta". E são, violentas é a palavra certa. Não é o bom e velho autocarro da Carris, que se isto fosse tudo uma grande animação Pixar, seria o personagem bonacheirão, que suspira prolongadamente quando para, amigo dos seus amigos, ocasionalmente batendo com a roda de trás no passeio. Não, estas seriam o atabalhoado ou o vilão mesmo. Já o metro seria um Buzz, sem tirar nem por. E fica assim, que a animação é minha.
Enfim, será mais ou menos a minha vida o resto do mes de Maio. Com menos frio, espero.
Enviado a partir do meu smartphone BlackBerry®
www.blackberry.com

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