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Da vida de Pi

Da vida de Pi... nilla. Uma espécie de director's cut, vá. Vivo de ler e escrever. De ler escritas, de escrever leituras, de debater termos e criar frases. Aqui escrevo da vidinha. Vidinha de Pi, é isso.

Da vida de Pi

Da vida de Pi... nilla. Uma espécie de director's cut, vá. Vivo de ler e escrever. De ler escritas, de escrever leituras, de debater termos e criar frases. Aqui escrevo da vidinha. Vidinha de Pi, é isso.

Ainda sobre o chutar para canto

Pi, 07.03.14
Isto (vide fim do post anterior, depois linko) é aliás muito, já não sei se português se do ser humano, mas não me é nada estranho este comportamento salve-se quem puder por desconhecimento e não querer saber mais do que se é obrigado ou que a tarefa principal.  Neste ano e meio desempregada tenho concluído (se estivesse a trabalhar mais depressa o teria feito) que onde trabalhei havia muita coisa errada no que toca às pessoas e consideração pelas mesmas, mas uma coisa é certa, na minha equipa (e mesmo área) não era alimentado este espírito "a culpa não é minha, eu nem tinha de fazer isto". Pelo contrário, tentava-se resolver ou encaminhar para quem de direito de não houvesse outra hipótese.  Quando vejo esse tipo de atitude vejo como tudo é frágil, se vem de alguém que trabalha em serviços piora, parece-me tudo preso por cordeis. Um exemplo simples: o meu subsídio teve cinco meses de atraso porque alguém se enganou a introduzir uma data e antes de olharem com olhos de ver, me fizeram andar de um lado para o outro com telefonemas que eram a última coisa que eu queria e declarações inúteis. Tudo por causa dos "a culpa não foi nossa". Cinco meses, não tenho saudades da altura, garanto.  Eu sei, o Antigo Testamento deixou-nos esta coisa da culpa, e temos tendência a fugir dela porque a culpa faz dói-dói. Mas pessoas, é por isso que existe o Novo Testamento e o saber amar e perdoar o próximo e isso. Vou dizer: a Bíblia quando olhada e interpretada com distanciamento é um excelente (chega a ser divertido) manual de história das ideias, cultura e mentalidades. São pessoas e suas ideias e visões do mundo que ali estão, é seguro lê-la, sem temor.  Assumir culpa (vá, se preferirem responsabilidade) é virtude, não defeito. Mais que culpas, assumir e ainda - aqui só para nível avançado, baby steps - ter a iniciativa de corrigir um erro, correr atrás do prejuízo, é quase garantir um lugar no céu. E não devia, devia ser o comportamento social mais normal do mundo.  Chutar para canto não serve de nada. E por acaso a expressão é infeliz porque cantos ainda podem dar golos, diria que o que se faz por aí é mais varrer para baixo do tapete. Fica tudo por resolver e ninguém soube. 

Enviado de Samsung Mobile

Correios com todos

Pi, 07.03.14
Isto devia ser uma luisice mas veremos como sai. Todos estamos a par de estações de correios despromovidas e embutidas na tabacarias do bairro. No meu aconteceu também e sucede que está semana tive de ir atrás de encomenda cujo aviso nunca me chegou. Informámo-nos e já estava há uns dias nos correios da senhora que também gere a mercearia - sinto-me numa animação da bbc daquelas em que todos têm cabelo feito em lã, tipo carteiro Pat/Paulo. Já estava? Deveria ter estado porque contactando "a minha colega da manhã, que eu só estou nas folhas dela" num espectacular sacudir a água do capote que continuou quase até ao eu nem tenho nada a ver com isto, passando pelo "se for mesmo aos correios", ou "pois, é que a terça feira contou para os seis dias". As senhoras fizeram o que tinham a fazer, não é por aí. E eu nunca tive grandes experiências com o atendimento nos correios, também não é nisso que sinto diferença. É no intermitente, no periclitante, no pode ser ou não resolvido que se embrulha num "nós nem devíamos estar a fazer isso" para levar. Duas palavras me-do.

Enviado de Samsung Mobile