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Da vida de Pi

Da vida de Pi... nilla. Uma espécie de director's cut, vá. Vivo de ler e escrever. De ler escritas, de escrever leituras, de debater termos e criar frases. Aqui escrevo da vidinha. Vidinha de Pi, é isso.

Da vida de Pi

Da vida de Pi... nilla. Uma espécie de director's cut, vá. Vivo de ler e escrever. De ler escritas, de escrever leituras, de debater termos e criar frases. Aqui escrevo da vidinha. Vidinha de Pi, é isso.

A ver passar comboios. Literalmente.

Pi, 26.08.14

Do outro lado estão os utentes, os passageiros que já começaram a assistir a estas reduções este mês. Nem vou falar do que se paga e o que paga esse dinheiro, não é isso. A questão está no (des)tratamento que se dá às pessoas.

Eu vou para a estação e apanho o comboio... que calhar. Neste momento é isto mesmo, o que calhar. Se passar um rápido (que para em menos estações para quem não saiba) é o rápido que apanho, se for um que-para-em-todas (self explanatory) e estiver com tempo, é nesse que venho. Na estação onde apanho o comboio a sequência de saída é, geral e logicamente, primeiro o rápido depois o outro. Ultimamente, há números de variedades diários. A semana passada estava com tempo e sentei-me no que demora mais mas me deixa ler mais umas páginas. Passaram e sairam dois rápidos, e eu ali sentada, a ficar sem o tempo que tinha tido. Ao terceiro levantei-me e vim nesse, não sei se foi o último. Outras vezes, muitas já, o que para em todas as estações não aparece e a alternativa é o rápido fazer mais uma paragem, mas só uma. Quem precisar de sair noutras estações, aguarda pelo comboio suposto.

E tudo isto até pode ser compreendido pelas pessoas, há reajustamentos a fazer, não há dinehiro, etc. Custa-me a crer em tudo, mas aceito que explicado as pessoas aceitassem. Mas não custava nada irem dizendo o que se vai passando, mesmo que haja mudanças todos os dias. Estar numa estação à espera de não se sabe bem o quê, deixa lá ver o que nos foi guardado hoje, olharmos uns para os outros à espera que alguém saiba e nunca ninguém perceber, não é sistema.

Livros, é-me igual o suporte

Pi, 25.08.14
Só agora? Na verdade não é bem só agora, mas a leitura de livros  por estes lados andou aos soluços, quase suspensa, e só agora me apetece este post.  Não gostas de livros, mas livros mesmo?  De os folhear, do cheiro e isso?  Gosto, gosto muito. Das memórias mais antigas de sentir os livros que tenho é de com um abre-cartas em casa do meu avô cortar as folhas que vinham pegadas. A lombada não ficava lisa, mas com pequenos recortes e saliências. Por isso, sim, posso dizer que sei que gosto de livros físicos. De os deixar ligeiramente marcados pelo tempo que me levaram a ler,  pelas voltas que deram na minha mão, e comigo pelas ruas, praia, esplanadas. Gosto dos meus livros marcados por mim.  Mas numa altura de pouco trabalho e em que pegar num livro não era recomendável, que uma pessoa não está no trabalho de livro aberto a menos que trabalhe com eles, li livros em PDF, mesmo em Word, e não estranhei nada. Só mesmo não poder continuar leitura quando saía. Isto foi tudo numa altura em que tinha um Nokia 5210, livros no telefone eram uma miragem.  E hoje? Hoje a questão tornou-se mais logística. A carteira, o saco do ginásio, o telefone e o livro. Isto não trazendo refeições atrás, que há-de voltar a acontecer. Tralha a mais para quem anda e transportes e ainda não me apetece andar de trolley. O livro era muitas vezes o primeiro a ficar em casa.  Ah,  mas o telefone não tem de andar na mão. Pois não tem, mas anda,  já é uma extensão do meu braço e só lhe sinto falta do polegar oponivel. Passo bastante tempo do meu caminho com o telefone à frente dos olhos, mil e uma distracções e aplicações até ao meu destino ajudam a passar a hora e pouco que demoro. Tenho 3 ou 4 e-books aqui armazenados e não lhes pegava. Um dia destes fiquei sem dados e a olhar para o meu telefone, que de telefone tem pouco já que mal o uso para chamadas, meti a preguiça no devido lugar e recomecei "The Book Thief". Caminho, horas de almoço, toda a hora voltou a ser de ler.  E não fica muito pequeno? Não senhor, uma página divide-se em três ou quatro para a letra ser decente, e é maior que a da Penguin (amo a colecção de clássicos da Penguin, mas aquela letrinha, por Deus).  E ainda tem um marcador chic a valer que desce com um toque. Nos livros físicos é coisa que nunca me lembro de usar. 

Enviado de Samsung Mobile