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Da vida de Pi

Da vida de Pi... nilla. Uma espécie de director's cut, vá. Vivo de ler e escrever. De ler escritas, de escrever leituras, de debater termos e criar frases. Aqui escrevo da vidinha. Vidinha de Pi, é isso.

Da vida de Pi

Da vida de Pi... nilla. Uma espécie de director's cut, vá. Vivo de ler e escrever. De ler escritas, de escrever leituras, de debater termos e criar frases. Aqui escrevo da vidinha. Vidinha de Pi, é isso.

Missing link no supermercado

Pi, 10.11.14

No Pingo Doce do Cais do Sodre há uma espécie que eu julgava em extinção: a que por não falar inglês, francês, ou sequer arranhar um portunhol prefere enxotar os turistas.

Uma modalidade praticada, no caso no pronto a comer, é: "hã? Pas-teis de BACALHAU. Não, issé folhados. Sim, fiambre... Hã? 'Tão, bacalhau, peixe! Tá bem, adeus obrigada" (e ao longo de todo o processo o cliente falou em espanhol, dizendo inclusivamente que não percebia e ela só falava mais alto ou mais à bruta).

Outra modalidade é - esta pode acontecer com cidadãos nacionais desde que vagarosos, que vejam mal, e de muita idade - na caixa dar o troco todo em moedas, bufando, e depois desabafar com o cliente seguinte: "atão, eu pedi-lhe 20 cêntimos, ela tinhózali, que eu vi na mão dela!" não assisti a duas nem três situações destas, sempre que lá vou, vejo disto e tento ajudar, como outras pessoas tentam, mas elas ainda olham para nós como se fossemos parvos, como se isso lhes estragasse o plano de expulsão de todo o turista do território Pingodociano, e ainda alguém se lembre - Deus nos livre - de as por a aprender o básico em inglês. 

Eu juro que pensei que esta coisa do "tá em Portugal, fala português" para esconder a ignorância tinha acabado, ou era no mínimo menos gritante, mas não. Não mesmo. 

 

Enviado de Samsung Mobile