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Da vida de Pi

Da vida de Pi... nilla. Uma espécie de director's cut, vá. Vivo de ler e escrever. De ler escritas, de escrever leituras, de debater termos e criar frases. Aqui escrevo da vidinha. Vidinha de Pi, é isso.

Da vida de Pi

Da vida de Pi... nilla. Uma espécie de director's cut, vá. Vivo de ler e escrever. De ler escritas, de escrever leituras, de debater termos e criar frases. Aqui escrevo da vidinha. Vidinha de Pi, é isso.

Senti-me desenhada no metro

Pi, 27.01.15
Numa das curtas viagens de metro, sentei-me à frente de uma miúda na qual reparei por ter uma boina digna do Oliver Twist.  Pareceu-me que vinha a estudar, mas pouco tempo. Quando voltei a olhar para ela, achei que desenhava. Que me desenhava. Olhava para mim e rabiscava, tudo muito rapidamente. Tive vontade de perguntar ao homem ao seu lado "sou eu? Que tal está a ficar?"  mas na verdade nunca faço isso, deixei-me estar.  Conheço quem já tenha sido chamado à atenção por tentar tirar fotografias a pessoas no metro, e dei comigo a pensar se é muito diferente. Ainda não cheguei a nenhuma conclusão.  E foi isto, acho que estou num bloco de alguém, rascunhada à pressa entre três paragens. Só acho, não vi nem verei. Podia dizer que é essa a magia do metro, mas isso seria um bocadinho deprimente.  Fico a pensar que rabiscos terão saído dali. Sou cinco riscos? Muitos de uma só vez? Chego a parecer eu? Talvez tenha resultado num Picasso e a esta hora a minha melena é um triângulo sobre um quadrado inclinado, com um olho no topo e o outro sabe-se lá onde. 

Enviado de Samsung Mobile