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Da vida de Pi

Da vida de Pi... nilla. Uma espécie de director's cut, vá. Vivo de ler e escrever. De ler escritas, de escrever leituras, de debater termos e criar frases. Aqui escrevo da vidinha. Vidinha de Pi, é isso.

Da vida de Pi... nilla. Uma espécie de director's cut, vá. Vivo de ler e escrever. De ler escritas, de escrever leituras, de debater termos e criar frases. Aqui escrevo da vidinha. Vidinha de Pi, é isso.

Da vida de Pi

28
Mai18

Por que gostei eu do Han Solo

Pi

Solo-Star-Wars-large.jpg

Vamos já tirar do caminho a parte técnica: eu percebo pouco disso. O que me leva ao cinema é uma boa história, já o tenho dito por aqui (e um bom elenco, ou mesmo um actor giro, assumo tudo). Percebo pouco de realização, ou se calhar percebo, mas ligo menos. Reconheço uma mega-produção, mas não é o que me faz necessariamente sonhar. 

"Solo, a Star Wars story", é uma Star Wars story realmente. Tem uma introdução caracterísitca da saga, e um shit hits the fan que culmina com o Bem-vagamente-sobre-o-Mal-que-temos-mais-filmes-para-fazer. Tem droids, tem diálogos bem humorados, tem bons que são maus, maus que não são os piores, tem tie fighters e tem Mllennium Falcon *amor*.

Não tem Harrison Ford e esse era o principal medo. Crescemos não só com Harrison Ford como Han Solo, como o próprio Harrison Ford, só ele, nos empestou a infância, a adolescência, a vidinha enfim, com a sua existência e carisma. Não era fácil, mas quanto a mim Alden Ehrenreich também não tentou imitar Harrisson Ford. E bem, seria triste ver uma caricatura. Pelo contrário, vi Han Solo em detalhes subtis, sem exageros, com dignidade. Esteve à altura.

Quando eu vou ver Star Wars, o que espero é reconhecer referências e ligar os pontos. Gosto da sensação de perceber as piadas só para fãs, o piscar de olho de uma cena de há três filmes que reconhecemos e nos faz sorrir ou vibrar. Não quero entrar em detalhes para não correr o risco de spoilers, mas Han Solo mostra-nos grande parte da vida de Han que já sabíamos como era porque ele no-la contou nos episódios IV, V e VI. Aqui vemo-la finalmente acontecer. As fanfarronices de Han Solo estão todas ali e querem-se assim mesmo. Há pouco que não saibamos, o embrulho em volta do essencial é acessório, tudo o resto ele já nos tinha contado, a fama do jovem Han Solo, literalmente, precedia-o pelo velho Han Solo. Mas neste caso, o que eu já sabia, foi o que mais gostei de ver desenrolar-se à minha frente. Dei pouca importância às histórias paralelas, personagens novos, guiões mais ou menos políticos e românticos. A história de Han Solo tem finalmente imagem, foi o que me interessou mais. 

Por fim, gostei mesmo de ver o Lando de Donald Glover, está feita a ligação perfeita. Consigo perfeitamente imaginar este Lando envelhecer no general de Billy Dee Williams. Um mais refinado, ainda com a vaidade da juventude, o outro já cansado, mais sábio, ainda guardando algum rancor a Solo ainda que se redima mais tarde.

É ver, é ver que é difícil não falar mais abertamente de Star Wars. 

"What have you done to my ship?"
"Your ship? Hey, remember, you lost her to me fair and square."

 

13
Mai18

Eurovisão. Uma pequena grande experiência

Pi

A Eurovisão para mim é da infância, remete-me para os anos 80 e o video beta que havia lá em casa. Tinhamos alguns festivais gravados e eu via-os de enfiada, cantarolava e dançava o que podia. Lembro-me de algumas músicas improváveis como a da Holanda em 86 (quatro miúdas, na altura mulheres para mim, que pareciam vestidas pela Migacho), ou a Turquia em 85 (Didai didai didai) que eu cantava destemidamente sem pensar se percebia a língua, numa ousadia típica de criança. Já não falo do hinos da minha infância que foram "Sobe sobe, balão sobe", "Playback" e "Bem Bom". 

Não sou, nem vou agora fazer-me passar por, pessoa que siga a Eurovisão todos os anos, de há muito tempo para cá. Vou sabendo quem é a música portuguesa, sei depois vagamente quem ganhou, ou no limite, se estou em casa, acompanho a final como barulho de fundo. Claro que o ano passado, até porque me calhou trabalhar nessa dia, vi a vitória do Salvador Sobral cheia de nervos no twitter, onde muita gente como eu, não estava habituada a estas votações com público e tudo.

Falemos das pontuações. Já não há júri a dizer todos os pontos que dá a quem. Ainda há um júri que fala por cada país, mas só referem os ambicionados 12 pontos, twelve points, douze points. O resto é acompanhar no ecran como se puder. E é aqui que começam países a desandar sorrateiramente na tabela se não se estiver antendo. Mas piora quando chegam os pontos do público porque os valores são outros e há concorrentes que dão pulos enormes até ao podium (foi o caso da Itália ontem). O ano passado foi divertido e com muitos nervos porque havia mais gente no twitter com atenção à votação, e quando chegou a esta parte, nós, os que ignorávamos como funcionava, íamos tendo uma síncope. O final, é sabido, foi feliz para Portugal. Foi uma boa noite de twitter.

Mas tudo isto para dizer, que tive oportunidade de ir assisitir in loco à final organizada por Portugal, e gostei muito. Como evento é espectacular. Muita luz e cor, tudo a funcionar ao minuto, um ambiente feliz e de festa, pessoas de todos ou quase todos os países em prova a circular por Lisboa durante a semana. Gostamos muito disto. Ou gosto eu. No Euro2004, na websummit, na Eurovisão, perceber de onde vê e para onde vão.

Uma coisa que pude verificar é que apesar de virem com as cores dos seus países, não torcem necessariamente só por estes. Durante as actuações havia reacções unânimes à música da Austria, da Estónia, de Chipre, Israel, Espanha, Austrália e Reino Unido, por exemplo. Também se verifica este comportamento durante as votações. Há uma diplomacia admirável. Ali estava eu, habituada a escolher o lado e ser-lhe leal até ao fim, meio amudadinha com a falta de pontos para Portugal mesmo gostando de outras canções, e os habitués aproveitavam, aplaudiam, gritavam de exctiação cada vez que alguém se adiantava no primeiro lugar. Saudável esta forma de ver uma competição, sem dúvida. Só quando Montenegro deu 12 pontos, twelve points, douze points à Sérvia se ouviu um "buuuuu" geral, mas até isso foi curioso de perceber. 

No fim como sabemos, venceu Israel com aquele espalhafato todo. Não sou contra, a votação até já conta com o público, e foi o público que catapultou Netta e o seu Toy para o primeiro lugar. Mas dificilmente nos lembraremos das outras 25. 

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