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Da vida de Pi

Da vida de Pi... nilla. Uma espécie de director's cut, vá. Vivo de ler e escrever. De ler escritas, de escrever leituras, de debater termos e criar frases. Aqui escrevo da vidinha. Vidinha de Pi, é isso.

Da vida de Pi

Da vida de Pi... nilla. Uma espécie de director's cut, vá. Vivo de ler e escrever. De ler escritas, de escrever leituras, de debater termos e criar frases. Aqui escrevo da vidinha. Vidinha de Pi, é isso.

Do falar como deve ser aos miúdos

Pi, 01.12.13

Vem isto a propósito de duas coisas. Uma é que sempre que há o peditório para o Banco Alimentar vejo pessoas darem respostas aos voluntários - muitas vezes menores - que não lembram ao diabo. Já ouvi desde "vai pedir ao Primeiro ministo" a "eu não sei o que fazem aos alimentos" e eles hão-de ter muitas mais pérolas a contar. Tudo muito certo, cada um tem direito a não contribuir, como a ter a sua própria opinião sobre a iniciativa, não discuto isso. Mas há necessidade de falar assim aos miúdos? Fico doente com estas coisas.

À outra assisti há uns dias num hipermercado. Estava-se numa fila para as caixas de self service, nas quais só devem estar cestos. Um pai, talvez distraído, estava na fila com o filho e tinham um carrinho. Não estava cheio nem nada que se parecesse, mas era um carrinho. A fila nem se indignou por aí além, reparou e tal mas ninguém disse nada. O pai lembrou-se que precisava de mais não sei o quê e "fica aqui, o pai vem já". O miúdo teria uns 8, 9 anos se tanto, e ficou. Pois nesse momento lá vem uma esperta de uma funcionária e atira sem olhar sequer direito para a criança "esta fila é para cestos, não podem estar aqui carros". Imbecilóide. O miúdo ficou alifto, óbvio, sem saber onde ir com o monstro do carro e sem saber do pai. Por acaso o pai não demorou e também resolveu facilmente e sem dramas: passou tudo para um cesto e mantiveram-se no mesmo lugar. Mas é esta falta de tacto como a desta fulana, esta coisa de ser miúdo ou não é tudo igual, o mexer-se para repreender a criança e não esperar que chegue um adulto, que me enerva. Nem me passa pela cabeça que tenha esperado que o pai não estivesse, é claramente a fomra como trata todos: novos, velhos, clientes ou colegas. Vai tudo a eito que ela não está cá para perder tempo com o respeito aos outros. Assim como sei que há crianças impertinentes e malcriadas. Mas não era o caso. Alias, ninguém teve tempo para ver que tipo de criança era, ela chegou, rosnou e passou.

Eu sei que têm formações etc, no módulo comportamental era de incluir ou insistir em que crianças e idosos não devem ter o mesmo nível de exigência e intolerância - que é do que se trata aqui, não é mais que isso - que o resto da população. Anda tudo de paviu curto, mas isto é ser estupido, nada mais. Porque provavelmente trata os idosos como palermas e a paciência é a mesma. Enfim, devo ser eu que ando sensível.

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