Tendo um bocadinho mais com que maçar
Isabel Jonet não disse nada que não saibamos. Há prioridades trocadas em lares portugueses? Há. Houve pessoas a viver acima das suas possibilidades? Houve e há, certamente. É preciso ser deprimente e tão gráfica com copos de dentes, bifes-tantos-nao-pode-ser!, e pais a passar fome? Não sei. Para mim não era necessário, acredito que haja casas em que as coisas se passem assim e seja preciso um desenho. Eu já estou assustada com a nossa futura realidade há algum tempo, e os filhos dos meus amigos lavam os dentes com um copo, não deixam agua a correr. Também não comemos bifes todos os dias, por isso não sei onde vou cortar. Sei, mas isso não importa agora. Não preciso de Jonet, preciso de um travão nisto.
E claro, há sempre reacções acaloradas. E como de calor do momento que são, não se valorizam. Depois há o que é tipicamente português: brincamos. Brincamos aos bifes e ao rock, ao nestum e aos pais magrinhos de anafados filhos rockeiros. Mas é só isso. Tudo da boca para fora - não querendo aludir ao desperdício numa altura destas com a expressão.
Estas porcaria vai mesmo cair-nos em cima e aí logo se vê. Somos assim.
Agora tenho mais em que pensar. No Insua, por exemplo.
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