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Da vida de Pi

Da vida de Pi... nilla. Vivo de ler e escrever. De ler escritas, de escrever leituras, de debater termos e criar frases. Aqui escrevo da vidinha. Vidinha de Pi, é isso.

Da vida de Pi

Da vida de Pi... nilla. Vivo de ler e escrever. De ler escritas, de escrever leituras, de debater termos e criar frases. Aqui escrevo da vidinha. Vidinha de Pi, é isso.

HotD. Um preâmbulo

Pi, 24.08.22

Disclaimer - HotD é "House of the Dragon", mas a sigla HotD calhou lindamente. Serve para hot Dragon (pun intended), hot Daemon (lá iremos noutro post) e House of the Dragon, natural e razoavelmente.

Tiremos uma coisa já do caminho: eu não li os livros. Iniciei o primeiro e quando comecei a ouvir e ler que a série se afastava dos livros, preferi parar, para não ter angústias nem desilusões. Segui com a série, na ideia de um dia ler os livros, quando a série for já uma nuvem na minha memória e me faltarem os detalhes (não será preciso muito tempo, digo eu). Portanto, livros não li, o que sei extra-série fui ouvindo em podcasts ou lendo em sites (mais, muito mais a primeira que a segunda).

Eu já gostava de Game of Thrones (outro disclaimer: é possível que use mais termos relativos à série em inglês e me saia um em português de vez em quando, não sou muito coerente nem quero ser, é só para cá ficar já dito), mas depois de descobrir, ali por 2017, o podcast Binge Mode. Mallory Rubin e Jason Concepcion passaram a ser os meus septa e maester, respectivamente, e com eles mergulhei de cabeça em Westeros. Semanalmente, a cada episódio, a promessa era de "stick it with the pointy end" (referência a uma conversa entre Jon Snow e Arya, no segundo episódio da primeira temporada) e era cumprida. Do resumo do episódio, à interpretação e explicação de antecedentes, consequentes, descendentes, delinquentes e subsequentes, tudo era revisto com um entusiasmo contagiante, gargalhadas e algumas lágrimas.

Jason Concepcion é um talento. É divertido, conhece Westeros - livros e série - como a palma da mão (não de Jaime Lannister). As suas imitações de Grand Maester Pycelle, Little Finger e a minha favorita, Robert Baratheon ("GODS, I WAS STRONG THEN!"), são impagáveis e um dos grandes trunfos do podcast. Mallory Rubin é toda ela emoção, paixão e entusiasmo. As referências e trocadilhos com momentos e personagens que sabemos de cor, são muitos. Partilhamos ambas uma paixão por Ser Jorah Mormont. Juntos, Jason e Mallory são - ou eram - hilariantes e conseguiam que no fim de hora e meia ou mais a falar de Game of Thrones, eu achasse pouco e a quinta feira seguinte levasse uma eternidade a chegar. Entretanto, seguem separados, qual Arya e Jon, cada um em seu podcast (ela em "Talk the Thrones", ele no podcast oficial da HBO). O melhor? É que terei o dobro da informação para ouvir. 

Já eu, não sei tudo, fixo pouco, mas gosto de ouvir e ir percebendo. Não sou a maior conhecedora, não memorizo mapas e árvores genealógicas, nem mesmo cada evento, sabem os deuses se personagens até. Não me importo de ter muitas vezes a reacção "Ah, pois era, não reparei...", "Isso de facto aconteceu, mas não associei logo...", "mas este era aquele?! Jurava que nunca o tinha visto..." Já vai sendo menos frequente, mas acontece e, como agora é uso dizer-se, "E está tudo bem com isso!". 

Digo mais: Targaryen nunca foi a minha Casa favorita, mas admito que é a que tem uma história mais aliciante, central (centralizadora até?) e empolgante. Pessoalmente queria ver de perto a Robert's Rebellion, mas concedo que haja aqui mais sumo para então lá chegarmos. Uma família com dragões no quintal.... vá lá, é difícil bater isto. A família do incesto (mais que Lannisters, oh.... bem mais), do dragão das 3 cabeças, dos loiros loucos valentes e dos heróis deprimidos e platinados.

“Madness and greatness are two sides of the same coin. Every time a new Targaryen is born, the gods toss the coin in the air and the world holds its breath to see how it will land.” (não é spoiler, Varys e Cersei mencionam este ditado em GoT).

Quando soube do spin off não fiquei muito curiosa, admito. Mas com o tempo, os trailers, o Matt Smith... fui-me deixando levar e esta segunda-feira revivi aquele ambiente (inclui violência, muito sangue), os loiros platinados e seus dragões, a produção fabulosa. Foi quanto bastou para relembrar como é bom voltar a Westeros.

Não pretendo ensinar nada a ninguém, mas HotD é por agora a minha mais recente distração e estou a gostar de voltar a esta rotina de ver um episódio e ouvir dissecá-lo nos dias a seguir. Estou de volta, podem seguir-se posts sobre este tema. Avisarei quando houver spoilers.