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Da vida de Pi

Da vida de Pi... nilla. Vivo de ler e escrever. De ler escritas, de escrever leituras, de debater termos e criar frases. Aqui escrevo da vidinha. Vidinha de Pi, é isso.

Da vida de Pi

Da vida de Pi... nilla. Vivo de ler e escrever. De ler escritas, de escrever leituras, de debater termos e criar frases. Aqui escrevo da vidinha. Vidinha de Pi, é isso.

Muitos posts começarão assim nesta altura

Pi, 05.04.20

Estou em casa desde dia 13 de Março à hora de almoço, em teletrabalho. Passaram três semanas e eu podia jurar que eram duas, pelo que não posso dizer que me esteja ser muito difícil.

O que sinto nesta altura é que os dias de trabalho ajudam as horas a passar, mas também chego a sexta - quando não trabalho ao fim de semana - a precisar de um fim de semana. Sem sair de casa, é certo, mas não deixam de ser dois dias para descansar, fazer coisas diferentes ou mesmo só ver as tais horas a passar. Nem que seja para dar valor aos dias de semana, que por sua vez, me fazem ansiar pelos outros dois, de fim de semana. Tudo normal, portanto. 

Mantenho a rotina o mais regular possível, refeições nos horários habituais, pausas e algum exercício. TV, streaming, redes sociais, livros, música compõem o resto dos dias. 

Vamos manter-nos como estamos. Por nós, mas sobretudo pelos que não podem mesmo ficar em casa. Se formos menos a circular, melhor. 

Vamos ficar todos apanhados

Pi, 20.03.20

Ando a ver finalmente a série "Vikings". Levei algum tempo porque já não achava a primeira temporada, as reposições começavam mais à frente e houve outras coisas para ver. Mas finalmente estão disponiveis as primeiras três temporadas e lá travei conhecimento com Ragnar Lothbrok e o seu bando. 

Gosto muito desse loiro e seus companheiros, já a série podia ser melhor. Dou demasiadas vezes por mim a pensar "eles diriam isto assim, de forma tão moderna?", "o sinal da cruz já seria este?". Mas enfim, gosto de vikings, gosto de séries com alguma violência, e quero seguir até ao fim. 

Como estou a ver nesta fase em que estamos em isolamento, com recomendações simples sobejamente divulgadas pela DGS e um pouco por todo o lado, um dia destes, no meio de esquartejamentos, aldeias dizimadas, vi uma cena em que uma personagem, concluindo a sua consulta ao oráculo lá do sítio, lhe lambe a mão.  Pensei um "NÃÃÃÃOOO!" aflito. 

Esventrar inimigos, tudo bem. Lamber mãos, tenham lá paciência, mas de momento, não. 

 

Cá estamos, não é?

Pi, 20.03.20

Então foi cair-nos esta agora em cima...

Estamos de quarentena, é oficial. Voluntária ou não, está o mundo em suspenso com o novo coronavirus (é novo porque coronas há muitos). 

Eu estou há uma semana a trabalhar de casa e tem corrido bem. Uma das primeiras coisas que eu e a minha equipa notámos, foi que estarmos permanentemente online nesta fase é muito fácil, mas não é o ideal. Organizamo-nos, conseguimos estar bastante tempo em contacto, mas é fundamental ter outras rotinas por casa. 

Hoje sinto que é sexta, não porque vá sair ou andar por aí, mas posso descansar. Amanhã vou fazer coisas diferentes, embora me mantenha online e contactável. 

Não sou ninguém para dar conselhos, acho importante que mantenhamos actividades, cabeça ocupada e hábitos saudáveis.

Ler e ouvir notícias que tenham base nos boletins da DGS, não abrir a porta a burlões - como é que há sempre gente pronta a aproveitar-se de tudo? -, e tirar a cabeça disto, ler aquele livro que tem sido adiado, ver uma série mesmo que aos bocadinhos, fazer exercício, meditar para quem é de meditar. Há muita coisa online, muita gente a oferecer os seus serviços e conteúdos. Definitivamente não estamos sozinhos, mesmo que vivamos assim.