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Da vida de Pi

Da vida de Pi... nilla. Uma espécie de director's cut, vá. Vivo de ler e escrever. De ler escritas, de escrever leituras, de debater termos e criar frases. Aqui escrevo da vidinha. Vidinha de Pi, é isso.

Da vida de Pi

Da vida de Pi... nilla. Uma espécie de director's cut, vá. Vivo de ler e escrever. De ler escritas, de escrever leituras, de debater termos e criar frases. Aqui escrevo da vidinha. Vidinha de Pi, é isso.

Crónica da - literalmente - bancada

Pi, 31.05.15

Taça .jpg

 

Primeira parte e os 2-0

Penalty, expulsão. Nervos.

Segundo golo. Mais nervos. O que é isto? Onde nos enganámos? Acordem! Façam faltas, corram, não percam a bola!

Calor. O escaldão Jamor, um clássico. Vespas e abelhas. Invadimos o espaço delas uma vez por ano.

Pela bancada: 

"Este Slimani corre mais que os outros todos, que deviam e não correm."

"William, não vás à bola, não é preciso!"

"Já fomos."

"Não pode ser. 'BORA SPOOOORTIIIING!"

O senhor atrás de mim está muito nervoso com o árbitro.

Segunda parte

Eu, gritinhos e guinchinhos. Acredito em tudo e sempre. Mas nervos, imensos.

Bancada quase à sombra. Já não há vespas nem abelhas.

Pela bancada: 

"sai Carrillo, já nem devias ter entrado na segunda parte. Bora Mané!"

Gente a sair do estádio. 

Um miudo grita: "Isto é o Sporting! o Sporting é quem cá fica!"

O senhor atrás de mim vai ter uma coisa má se continua a enervar-se assim com o árbitro.Também revela, com alguma violência, ódio por Sérgio Conceição. Não sei se o coração dele aguenta até ao fim.

O Sporting empata. Bom. Mais nervos. Mas muito bom. 

Loucura com o empate, cumprimentos, saltos e cantar. O rapaz ao meu lado é o primeiro desconhecido que me inclui nos seus abraços neste jogo. 

Gente a voltar ao estádio. 

 

Prolongamento

Eu, gritinhos e guinchinhos. Canto para distrair a nervoseira. 

Pela bancada: 

"Epá, ó Slimani, não corres nada."

"William, não vás à bola, não é preciso!"

"Sai Mané, jogas nada" 

"O Patrício está a coxear, vais aos penalties sem guarda-redes."

"Mata já isto, Sporting!" 

O senhor atrás de mim continua na sua cruzada. Ainda morre. 

 

Penalties

Baliza de lá. Calma.

Festejos contidos a cada penalty marcado ou falhado. Nervos até ao último.

Ganhámos! Euforia, saltos, gritos, palmas, abraços. Uma lagriminha. 

Uma senhora atrás de mim, puxa-me para ela e dá-me um beijo. Rimos. 

Um rapaz à minha frente puxa-me e abraça-me.

Bancada do Braga fica vazia. Mais uma equipa que recebe as medalhas quase sem adeptos no estádio. Deviamos rever isto, digo eu.

O senhor atrás de mim sobreviveu. Sobrevivemos todos. 

A Taça é nossa! E o Sporting é mesmo o nosso grande amor.