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Da vida de Pi

Da vida de Pi... nilla. Uma espécie de director's cut, vá. Vivo de ler e escrever. De ler escritas, de escrever leituras, de debater termos e criar frases. Aqui escrevo da vidinha. Vidinha de Pi, é isso.

Da vida de Pi

Da vida de Pi... nilla. Uma espécie de director's cut, vá. Vivo de ler e escrever. De ler escritas, de escrever leituras, de debater termos e criar frases. Aqui escrevo da vidinha. Vidinha de Pi, é isso.

"Vai correr tudo bem, eu sei". E como, pergunto

Pi, 03.09.14

 

A leviandade com que se diz e escreve "Nós sabemos que vai correr tudo bem". Sabem como? Sabem nada. Posso ser eu com a densidade emocional de um muro, eu que nunca fui de feelings e continuo a não ser. Acredito mas raramente tenho certezas sobre os destinos dos outros. Posso também ser eu que levo tudo demasiado à letra, no fundo sei que as pessoas só querem mostrar que estão solidárias. Mas a certeza dos outros é uma coisa de que fujo, o perigo de me agarrar a ela é enorme, e ela ser falível idem, prefiro não a ver.
Uma flor no cabelo, um por do sol, um hino não trazem melhor ou pior sorte a ninguém. Tal como fechar-se a tudo isso não trará necessariamente a penumbra ou a felicidade eterna. As coisas são aqui e agora, e ninguém pode saber se vão muito correr bem ou muito mal. Há dez dias estava tudo bem, hoje está tudo mal. Não é nada que me seja próximo, ou muito próximo, mas a mediatização trouxe-os até mim e acompanho. A medo, muito medo, com uma distância segura e de muito respeito por tudo porque mais perto de mim há semelhante.
Fácil, facílimo passar numa rede social e deixar um "Eu sei que vai correr tudo bem" e quando corre tudo mal, oops, estranho, eu tinha tanta certeza... Não se confundam: esperança, fé, o que queiram, é uma coisa e cada um tem a que quiser, em quantidades astronómicas se assim o entender e tiver forças. Por certezas tenho muito respeito e não acredito em todas, se é que nalguma.