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Da vida de Pi

Da vida de Pi... nilla. Uma espécie de director's cut, vá. Vivo de ler e escrever. De ler escritas, de escrever leituras, de debater termos e criar frases. Aqui escrevo da vidinha. Vidinha de Pi, é isso.

Da vida de Pi

Da vida de Pi... nilla. Uma espécie de director's cut, vá. Vivo de ler e escrever. De ler escritas, de escrever leituras, de debater termos e criar frases. Aqui escrevo da vidinha. Vidinha de Pi, é isso.

Walking Dead - o resumo (com SPOILERS, aviso já)

Pi, 29.12.17

Começando pelo fim, porque vi esta semana o último episódio, tenho de ser sincera: há preguiça e (e/ou, houve uma altura em que se usava muito o e/ou, e aqui aplica-se) amadorismo na escrita destes episódios.

 

* * Spoilers a partir daqui * * 

Deixar que o Carl está ferido de morte para o fim, é egoísta. É possível que alguém o tenha percebido logo, mas não é óbvio para toda a gente. Se eu vir o episódio uma segunda vez, vou naturalmente perceber que do diálogo ao tom de pele, os sinais estão lá, mas não é suposto ter de ver uma segunda vez para perceber, só porque alguém quis guardar até ao fim a informação mais importante do episódio. Andando um temporada e meia para trás, não acompanhei em tempo real as reacções, mas suponho que os fãs também não tenham apreciado o cliffhanger da sexta para a sétima. Eu vi a série de seguida, por isso não fiquei meses à espera de saber em que cabeça tinha aterrado a Lucille. Não se faz, não há necessidade, quando depois até teve um momento inesperado. Era possível o equilíbrio, mas escolheram garantir que as pessoas voltavam na sétima season. É válido, mas rasteirinho.

Dito isto, e no geral, o mais e menos:

 

Gostei

Primeiras quatro temporadas. Ambientes diferentes, alguns momentos trágicos talvez previsíveis, mas eficazes, como Shane, Merle, Hershel, Carl e Lorie. Gostei dos episódios na prisão - dos do Governor nem tanto, embora fosse preciso um desenlace, reconheço. 

 

 

Sophia - um destaque só para o momento Sophia, uma criança que se perdeu no primeiro episódio da segunda season. A temporada estava já dispersa, já estávamos a pensar em várias frentes, o Glenn já tinha estado por cima do poço, não sabíamos o que ia ser da quinta ou do grupo principal, quando o celeiro cheio de walkers - outra questão debatida por vários episódios - se abre, e o último zombie a sair é Sophia. Admito que fosse previsível, mas a verdade é que já não estava a pensar nela, e me surpreendeu ver um pé de criança sair dali. E eu gosto de ser surpreendida em séries, e como me distraio e disperso, não é difícil.

Daryl Dixon - Impossível não gostar de Daryl (digo eu). O lonesome cowboy do grupo, maldisposto e resmungão, mas de um coração e uma noção de tribo gigantes que jamais admite ter. Sofri na sua prisão e tortura, mesmo sabendo que teria de se safar. Um dia destes, num podcast ouvi "We're on easy street", que é uma música alegre e estremeci. Ficou-me para sempre o medo da solitária do Daryl. Adorei Daryl Dixon e a sua besta pelo menos durante sete temporadas. Na última perdem-se um bocadinho os personagens principais. E é pena, especialmente no caso do Daryl. Conto com um regresso na segunda metade. Mas sem grande fé. 

 

Negan - Meu Deus, como a série precisava de um Negan, e de violência na dose certa. Quando se começa a ouvir falar de Negan, a sua fama cria um nervoso miudinho, e só peca por apenas aparecer no útlimo episódio da sexta temporada (mais uma vez, prendem-nos - não no melhor dos sentidos - até ao fim). Mas o episódio em que conhecemos Negan vale quase três ou quatro. Pessoalmente estava a precisar de ver alguma violência.

 

Banhos e duches. Sempre que o grupo pode tomar um bom banho, é um alívio. Pode ser de mim, mas acho que essa parte resulta. Percebe-se quase a temperatura da água e o conforto desse momento.

 

Não fiquei grande fã

Dos cliffhangers. Se não sabem provocar alguém, evitem, mais vale ser um bocadinho mais óbvio mas não irritar ninguém. Eu vi a série de enfiada, não senti tanto, mas estou solidária com quem, do fim da sexta para a sétima, esperou meses para saber sobre quem a Lucille tinha caído. Claro que no primeiro episódio da sétima, há um momento inesperado (Glennzinho chuif), mas a coisa podia ter sido dividida, havia outras formas de fazer. Deixar no ar quem morre, para a seguir nos brindarem com duas mortes, não é muito certo. 

 

Presente situação do Carl, de que já falei acima. Está ferido, é impossível amputar, todos recebemos a mensagem. Mas é estranho, não é ele a próxima geração? Como vi tudo de segudia não tive muito tempo para amadurecer esta ideia, mas não é ele um dos prováveis heróis da série? Ou será o primeiro a sobreviver? Nããaoooo. Não sei que pensar. Veremos. 

 

É possível que me vá lembrando de outras coisas. Por agora é isto.